segunda-feira, 28 de julho de 2014

Quando se sabiam de braço dado, por entre as camadas de escuridão que crescem dos lençóis, era perfeita a sintonia de respirar pelos peitos um do outro.
Calma sinfonia de perpétuos sorrisos, escondidas ao canto do olho as lágrimas do terminar.

Observo-te com mil desejos sôfregos de te apreender por inteiro, nesse teu quadrado espaçoso de mundo, que se traduz no ambiente dos nossos dias.

Passa que passa o tempo, tiquetaqueando o relógio. É meia-noite outra vez, meias noites da nossa vida.

Parece que nos encontramos sempre às meias-noites do dia depois do seguinte.
                                                                                                                                                          Passa que passa o passado, presente e futuro já nas nossas mãos.
Agarramos poderosamente tudo o que nos pertence, mãos tacteando carnes e dentes procurando osso onde ferrar, sempre amantes em delírio de viver como queremos

existência é só ser um cometa pela noite fora, rastos apagados de criar paixão através dos corpos, amando através de lavar a loiça.

Vejo-te chegar perto. Não te demores.
A casa só é nossa até ao amanhecer.

4 comentários:

  1. a intensidade que queima o peito, acalmando qualquer inverno que possa em nós habitar. um apaixonante texto, querida catarina.
    enviei-te agora um convite, é um prazer para mim ter-te ainda comigo por estes lados. um abraço dos nossos, doce catarina.

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  2. A minha condição, tenta sempre arrastar esses deliciosos grilhões nocturnos pela aurora fora...

    Beijo Catarina.

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  3. Perdi-me nas tuas palavras, um aconchego quente e vicioso de amor... como adorei! Beijo grande

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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