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quarta-feira, 14 de março de 2012

Ré (1)


É que estão mesmo perfeitos. Os cortes.
Puxo a manga mais para baixo, prendendo com força lábios traiçoeiros dos quais desejam escapar palavras desconhecidas.
Sou desastrada. Estou sempre a ir contra as coisas.
O olhar que lanças demora pouco mais do que segundos, já estamos ambos a pensar noutra coisa, completamente diferente, completamente distante de qualquer segredo que possamos ter. Desvias os olhos e encho-me de alívio de que não vejas como outros vêem. Não há repulsa nem medo, nem compreensão. Só um assentimento mútuo de não dizer palavras, de não apresentar conjeturas, de não esforçar para perceber o que não pode ser compreendido.
Olha, sei que não sabes o que passa a esvoaçar na minha mente, mas não faz mal, porque é mesmo assim que deve ser.
Porque se não, olha, ia magoar, essa tua afirmação irrefletida.
Mas não magoou.
Foi como uma brisa de fim de tarde, algo gelada nos ossos, mas algo quente por dentro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Foi mais do que esperava, um passeio à praia acompanhada pelo Sol, pela Dó e pelo Ré. O barulho das ondas, os risos e as brincadeiras envolveram-me e senti-me bem, como já não me sentia à muito tempo. Mais eu, mais minha, mais deles. E senti, de forma impossível de descrever, o que é amizade quando percebi que, Sol, pões tanto de parte para estares comigo e me veres sorrir.
Sabem, minhas três notinhas de música, é fim de semana e tenho saudades vossas, mas de certeza que foi a melhor forma de acabar a semana possível, o nosso passeio.
Hoje, olhem, continuo com medo de afastar o Sol, de magoar a Dó e o Ré, mas nenhum deles parece tão longe de mim.
Cuidado, que a esperança engana, engana muito e envolve-nos num sonho acordado. Mas, olhem, vou sonhar mais um bocadinho. Só mais um bocadinho.